terça-feira, 19 de novembro de 2013

O peso das escolhas

Andei pensando em mim, lembrando aliás, em como eu era antes de você. Senti saudades dos dias em que eu era a minha melhor companhia. Lembrei das nossas conversas sempre entre mim e meus cadernos, das vezes em que minhas lembranças me faziam rir. Minhas lembrança ainda são bem divertidas, mas ultimamente temos nos visto pouco. Isso porque ando ocupado demais com problemas reais. Me lembrei dos meus sonhos banais que há tempos também não ouço falar, pois só tenho ouvido sobre os sonhos alheios, ou pelo menos os sonhos não mais individuais. Sim, eu precisava disso, eu gostava muito de sonhar com o que não era importante, aquilo me fazia rir, me fazia imaginar coisas boas que jamais viriam. Sentir saudades é bom, já disse alguém que "é melhor do que caminhar vazio", mas do contrário, não ando vazio. Ando cheio até demais. Talvez eu tenha depositado em mim coisas que eu não podia carregar, como se eu precisasse "malhar" a minha vida, pra ver se ela ficava mais forte e aguentar o peso das escolhas que fiz. Não me arrependo, não tenho remorso algum, muito pelo contrário, era isso mesmo que eu queria, eu só não sabia que eu não saberia lidar com tudo isso.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

O que você leva na bolsa?

Há quem preste mais atenção no que se leva fora da bolsa do que no que há dentro dela. Falo daquilo que leva sol e chuva todos os dias e quando acaba você tem que comprar outra, e você põe dentro da bolsa nova o que havia na bolsa velha; suas ideias, suas mágoas, seus planos e lembranças. Nada tem mais importância do aquilo que formamos dentro de nós, do que tudo aquilo que coletamos no caminho e jogamos dentro da tal bolsa. Não interessa quantas você tenha, quantas você compre, se ainda está na moda ou se é retrô, se é uma "tipóia" ou uma Louis Vuitton, lá na frente alguém vai querer que você abra-a, e o que você vai ter para mostrar? É seguro despejar toda a sua tralha de uma vez só? Você tem mesmo algo de interessante dentro dela que queira compartilhar? Sempre vai haver quem queria ver só a bolsa, alguém que admire-a sem saber o que ela trás, porque para algumas pessoas isso não importa, que o bom mesmo é ter beleza e preço, que é variável, mas o que carregamos dentro dela não muda. É o que tem dentro dela que diz quem somos, como somos e porque somos. É o seu recheio, é o seu peso que vale. Se a sua anda pesada demais, livre-se do que não te interessa, do que não de engradece e isso vai te proporcionar um andar mais confortável, vai te fazer aproximar-se mais de quem já andou mais que você por ter uma carga mais leve, mas não precisa pressa, não vá fazer uma faxina. Basta permitir-se desapegar do que não é bom, e quando notar você vai se perguntar porque passou tanto tempo fazendo tanta força pra nada.

"Mentir pra si mesmo é sempre a pior mentira."

Cuidado ao fazer exigências a si próprio. A possibilidade de dar tudo errado é a mesma de alguém te decepcionar, mas as consequências são bem piores. A autocrítica não foi dada a todos, mas todos que a tem abriria mão dela, só para não ter que frustrar-se consigo mesmo pela segunda vez. Se fazer promessas é tão ruim quanto um juramento de honra, pois é dispensável o pudor e a tolerância na hora de se cobrar, pois não foi dado tempo para pensar antes de se exigir.

terça-feira, 20 de novembro de 2012

A beautiful mess

Ontem quando abri meu guarda-roupa, notei tuas coisas misturadas com as minhas. Colares, vestidos, maquiagem, calcinhas... parece que o teu mundo invadiu o meu. Mesmo que seja cedo para tanta proximidade, agora é tarde e o que é meu é teu, e nessa história de unir lugares, meus passos vão onde tu me levares. Meu quarto, meus livros, meus lençóis... é onde o teu cheiro mora, é onde passeia tua voz, onde teu sorriso deita para dormir e acordar no outro dia ainda mais lindo. Mas o fato é que preciso de uma lugar para guardar as tuas coisas; Embaixo da cama você me assombra nos dias ruins, em cima dela você me faz esquecer esses dias. No meio do quarto a gente já dança aprendendo a viver a dois e nos cantos de parede estão guardadas todas as coisas que não precisamos mais. Então que fique tudo no meu guarda-roupa, as tuas roupas e as minhas, tuas calcinhas, tuas manias... Vou deixar tudo lá, sem organizar nem dobrar, assim a gente continua nessa bagunça, porque aprender a se organizar é mais útil do que ter sempre tudo no seu devido lugar.

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Escolhas

Fizemos escolhas que ainda não sabemos se foram as certas, e talvez nunca saberemos. Nada de arrependimentos, nada de querer voltar atrás, apenas constatações do que deixamos para trás, mas nem tão pouco perdemos. "Nós somos medo e desejo, somos feitos de silêncio e som." Tudo é contraditório e ao mesmo tempo tudo se completa de alguma forma. Tudo é dúvida e tudo é resposta. Dissemos sim para muita coisa e dissemos não para muito mais, mas tudo que resolvemos acatar pesa, porém tudo que deixamos de lado um dia já pesou e não pesa mais.

terça-feira, 28 de agosto de 2012

"Eu não quero casar. Adoro a minha liberdade"

Acabei de ouvir essa frase na TV e ela conseguiu chamar a minha atenção, porque é engraçado como as pessoas são capazes de distorcer o conceito de liberdade, apesar de ter uma definição relativa, pois cada um pensa nela de uma forma diferente. A maioria das pessoas acha que quando casa perde a liberdade por não poder sair a noite todos os finais de semana, por não poder fazer tudo que quer sem ter que dar satisfações a ninguém, por não poder beijar outras bocas nem ir pra cama com outras pessoas. Não é livre porque não tem controle absoluto sobre o próprio dinheiro, porque não pode sair pelo mundo bebendo de bar em bar, ou chegar em casa de manhã com os amigos e ficar tudo tranquilo. Presta atenção em quanta coisa pequena, quanta coisa banal e fútil que as pessoas definem como liberdade, uma coisa tão grande, tão boa e tão "supervalorizada", e acaba sendo associada à tudo que te puxa pra trás, porque ninguém vai pra frente nem constrói nada com essa "liberdade" corrompida. Ninguém perde a liberdade com o casamento, ao menos não dessa forma. Sua vida passa sim a ser de outra pessoa também e você acaba tento que ajudar a governar uma outra vida, pois todos os seus atos vão interferir no seu dia-a-dia, tudo que você faz diz respeito ao outro e nada, absolutamente nada é seu além de que nenhuma decisão você toma sozinho. As noites ainda estão aí, os bares não vão fechar por causa da sua decisão e em relação á outros corpos e outras bocas... não existe liberdade melhor do que ter alguém pra se prender. Me orgulho de dizer que vou casar em breve, e a minha liberdade, da forma como eu a conceituo já está garantida.

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Vomitando esforços

Eu sempre tive os olhos bem abertos para o mundo. Sempre soube que no dia em que eu peitasse enfrentá-lo não seria fácil, e que eu teria dias bons sim, mas que os dias ruins é que me tirariam o sono. Eu sabia sobre trabalho, eu sabia sobre amores, eu sabia sobre crescimento pessoal, intelectual e profissional... mas eu não sabia nada sobre as pessoas e a maneira engraçada como elas vêem as coisas, ou a maneira mais engraçada ainda delas não verem nada. Obviamente eu não me refiro à todos, pois no mínimo eu seria um deles ou em uma possibilidade mais provável, uma aberração. Falo de pessoas acomodadas, relaxadas e de ambição mórbida. Carrego comigo valores opostos à estes, mas infelizmente as pessoas que me rodeiam são exatamente assim. Eu não sou rico, eu não tenho um carro do ano, não tenho uma casa na praia e nem contas no exterior, eu levo uma vida normal, digna, mas eu quero mais, como qualquer pessoa quer mais, e para isso eu vou atrás com tudo. Me adoece pessoas sem nenhuma motivação, sem gás, que cumpre as obrigações quando dá e o pouco que faz se torna um esforço excessivo. Acordar as onze da manhã todos os dias? Não trabalhar no sábado sob hipótese alguma? E ainda quer comer ovo e arrotar caviar... Realmente eu não consigo entender tal discórdia entre os fatos. Sempre, desde pequeno ouvi meu pai dizer que eu devo ser sempre o melhor e essa frase nunca saiu da minha cabeça, e talvez isso me deixe com essa paranoia de esforço maior, de tentar sempre mais uma vez. Não acho que isso seja errado e particularmente eu prefiro não contar com a sorte, pois a sorte escolhe à quem contemplar, e eu quero ser contemplado podendo escolher. Eu sei que um dia as portas vão se escancarar pra mim como já está acontecendo aos poucos, e eu vou poder abrir a boca pra dizer que não tive sorte na vida, eu tive garra e determinação. É o que eu faço, é como eu sou e é o que eu acho certo.

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Um pouco mais de "mais uma vez".

Tem horas que é como se não houvesse mais tempo, como se não houvesse mais oportunidades de errar e tentar fazer melhor em uma outra vez. Parece que dá medo que tudo desabe e não tenha mais como reconstruir, como se não quiséssemos mais esperar, como se não déssemos chances um ao outro para aprender. Cada falha é demais, e sempre que eu erro eu temo não poder tentar de novo. Quero poder pisar, pular e sapatear em nós sabendo que a estrutura não vai ser comprometida. Quero poder tentar quantas vezes forem necessárias até encontrar o ponto, mas ao invés disso me equilibro em pregos, onde cada passo mal dado dói, sangra e deixa marcas na alma. Peço mais ar e menos espaço entre nós. Protesto os recuos e exijo um pouco mais de “mais uma vez”.

sábado, 2 de junho de 2012

Saudadioso

Depois de inúmeros curtos dias, o que sobrou em mim foi saudade. Dela não sai sabor, não exala cheiro nenhum, mas me dá mais vontade de voltar, e com os sentidos mais aguçados; as mãos em brasa, ansiosas pra te tocar de novo, os olhos vivos, mas distraídos e a boca seca, à míngua na tua língua. Todos os dias eu penso no que fazer quando chegar. Não sei se te levo flores, não sei se trepo ou se faço amor, e ainda não decidi a ordem dos carinhos e das palavras que montei pra causar efeito. Tenho pensado em como me vestir pra você perceber de imediato o quanto mudei em uma semana, mesmo sem ter mudado, ser ainda o homem tal qual você moldou antes que eu fechasse a porta. E nem queira saber das minhas noites, que se arrastam contando passos, carneiros, estrelas e horas. Nos minutos enquanto escrevo, precisei me desligar do mundo, esquecer as minhas obrigações pra deixar as palavras escaparem por entre os dedos, e agora que elas já foram, vou entrar em mais uma noite e contar passos, carneiros, estrelas e horas. Vou contar bem rápido, juntar tudo de dez em dez, pra ver se acaba logo e eu só precise contar amanhã quantas vezes eu deixei de colar em você enquanto eu podia, e os infinitos segundos em que eu não aproveitei cada gesto e cada sabor diferente seu.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

O que cabe na canção

Eu nunca fui de fazer muito. Nada de declarações nem gritos ao mundo, sacrifícios e nem tão pouco loucuras. Faço parte do “fazer o que basta”, apenas ser o suficiente, acreditando que tudo que transborda, estraga. Nunca pensei em largar tudo que tenho para me agarrar ao que tens, pois o que tens não é tudo, mas preenche o que me falta. Não quis me dar por completo, pois ainda preciso me ter para me dar. O que eu tenho é amor e muito, e apesar de parecer pouco, é nobre. É teu. É nosso. Meu coração não é grande, é bem apertado, mas confortável e quente. Nele nada vai te faltar. Meu amor não é do tipo que corta o fogo, prende a água ou move montanhas, mas ele é forte o suficiente para ainda estar de pé e levantar depois de tantas quedas. “Eu não sou diferente de ninguém, quase todo mundo faz assim. Eu me viro bem melhor quando tá mais pra bom que pra ruim. Não quero causar impacto nem tão pouco sensação. O que eu digo é muito exato, é o que cabe na canção.” É mais ou menos isso. É nobre, é muito exato, é o que cabe na canção.

sábado, 19 de maio de 2012

É mais seguro

Se eu pudesse guardar em mim o que sinto, manter em segredo o que me vem à cabeça eu manteria, já que ninguém sente o quer, e consequentemente não fala o que convém, ou o que é bom de se ouvir. Do meu ponto de vista, apenas sou honesto mostrando as minhas amarras, mas acabo sendo interpretado da pior forma. É fácil dizer que não conheço quem eu tenho do lado, que estou fazendo um julgamento errado ou algo do tipo, difícil é fazer com que eu mude a minha visão, e que eu sinta as coisas de uma forma diferente. Não é culpa minha se eu ando prestando atenção no passado. Não é culpa minha se ele ainda é tão presente. O máximo que posso fazer é me manter nulo e deixar aqui dentro tudo que eu sinto, tudo que passa pela minha cabeça e mentir, sempre dizer que está tudo bem quando o meu sorriso parecer um tanto forçado. Sempre me mostrei demais e sempre fui vulnerável devido tanta transparência, agora é mais seguro me manter no escuro, ou na sombra, onde ninguém toca nas minhas feridas e não precise gritar nenhuma dor.

sábado, 14 de abril de 2012

Palavras de anjo

Quando eu tentar escrever e as palavras se intrigarem comigo como agora, vou acreditar que anjos existem e vou pensar no meu. Vou deixar que ele guie meu lápis e que trace as linhas que riscarão o céu. Talvez ele não escreva nada, ou nada que eu entenda, mas alguma coisa escrita ali vai haver. Eu adoro o meu anjo, entendendo ou não o que ele escreve ou que ele diz, porque basta eu deixar de olhar o céu onde ele escreve, e invadir seus olhos, para que as linhas tomem forma, e eu entenda cada vírgula que eu deveria ter entendido antes e não entendia. Pois nenhum homem, anjo, poeta ou seja lá o que for, joga nas palavras tudo que realmente quer dizer. Ele guarda nos olhos, e filtra o que convém escrever.

domingo, 1 de abril de 2012

Alibi

- Calma, não me venha assim, não me assuste. Fala devagar tudo que precisar ser dito para que eu possa ter uma explicação coerente depois. Não atropele as palavras e não massacre os fatos, caso haja fatos. É possível que eu desconsidere tudo que de você sair, tudo que de você proceder, e cuidado com o que vai dizer, pois posso te fazer morder a língua e sentir a dor das próprias palavras. Não que seja o meu objetivo traiçoeiro, é só mais uma defesa para fugir de alguma acusação injusta que possa sair daí. Mas enfim... diga. E seja clara, não enrole. E esteja certa, não confunda-se. Não confunda-me. Não precisa ser breve, fique à vontade, faça tudo como melhor lhe convir, pois te quero relaxada, para que não me atire pedras. Quando terminar, respire e me deixe ciente de que aquele foi o fim, para que eu não lhe interrompa. Me olhe enquanto te olho e assimilo tudo que foi dito. Só não espere que eu revide, que eu contra-ataque. Recue, trema as pernas e toque a nuca. Desça a mão pelo busto bem devagar e me deixe ter um álibi. Tudo para que os dias não sejam perdidos, para que os esforços não sejam em vão. Talvez me interprete um covarde, mas eu prefiro me chamar de sensato, que procura manter o controle da situação.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Bons pra mim



Não vejo mais nada, não conheço mais ninguém. Não tenho mais forças para dar passos adiante, pelo medo de cair. A cada dia que passa, mais incapaz de andar sozinho, ainda mais frágil e sensível. Onde eu vou parar com tamanha inutilidade? Quem vai querer cuidar de alguém que não se mexe, de alguém com capacidade mental limitada? As minhas unhas estão feias, as minhas roupas tão marrons, meus olhos tão sensíveis à luz. Pele marcada, os dias quase contados, e o só consigo me lembrar de algo bom, nas fotografias monocromáticas e envelhecidas, borradas pelo tempo, cheirando à gaveta. À muito tive muitos ao meu lado, mas a vida levou todos, os que eram bons pra mim e os que eram apenas bons. O que me conforta é que novos bons pra mim virão e ainda tenho muitos anos pela frente para conhece-los. 20 anos, na flor da idade, não preciso desse drama todo porque alguém não se saiu como eu esperava. Eu vou sim voltar a enxergar as pessoas que me enxergam. Eu preciso andar pra frente novamente e sozinho, quem quiser que me acompanhe pois tenho a pressa da juventude correndo nas veias. Vou me mexer, vou pensar, vou escrever, vou amar, fazer as unhas e trocar de roupa. Não quero mais essa cara toda amassada por quem não merece, eu vou é sair amassando umas caras por aí. Que venham os bons pra mim, e que eu seja bom pra todos, afinal, o tempo passa, eu vou envelhecer e quando eu estiver como no começo no texto, mas sem ter como voltar atrás, quero ter lindas fotografias monocromáticas e envelhecidas, borradas pelo tempo e cheirando à gaveta. Pois o tempo passa e leva os bons, mas os bons pra mim, vão ser bons pra mim a vida toda.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Condições


Para ser amor, não basta deixar marcas no corpo, tem que tatuar a alma e o coração. Tem que fazer pesar as pálpebras enquanto consuma e enquanto consome. Não basta ser quente, tem que arder, ferir e coçar. Para ser amor, tem que vir todo dia, tem que ter toda hora durante toda a vida até o corpo não aguentar mais, pois vai além do corpo, tem que ir além do suor, é preciso lacrimejar. Só é amor se o corpo falar em várias línguas, se as mãos forem capazes de ler em braile e se o paladar ainda funcionar, mesmo com a boca seca. Não é amor se não causar dor. Não é amor se não houver torpor. Não é amor se não tiver cheiro, forma e cor.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Cobras e portas trancadas

As vezes eu fico me perguntando, "o que foi que fizeram com o EU TE AMO". As pessoas simplesmente passaram a amar tudo e todos. Ama a família, ama o cachorro, ama o colega que se faz de amigo, diz que ama um cara por causa de tórax e bísseps, ama uma garota por causa da boca carnuda e ama o sexo oral que ela poderia fazer com toda aquela carne labial. Se esse for o conceito contemporâneo, pós-moderno, ou seja lá o que for, de amor, eu vou morrer seco, pensando que isso tudo não passa de um "gostar muito". No passado as pessoas morriam de amor, por quê sabiam amar, e levavam esse sentimento até as últimas consequências. Hoje, se morre de amor por não saber o quanto o sentimento se tornou desconhecido. É como entrar em um quarto escuro com milhares de portas trancadas e cobras espalhadas pelo chão, e se você não dançar em linha reta, uma cobra te morde e não importa pra qual porta você rasteje, ela vai estar sempre trancada. O bom é que você olhava de fora, ouvia algumas conversas e nas piores situações, o amor e o relacionamento com outra pessoa ainda era colorido e cheirava a chocolate com jujuba. E onde estavam as cobras? E as portas trancadas quando você queria fugir, onde elas foram parar? Elas ainda estão no amor. O cheiro de chocolate com jujuba vinha do "gostar muito". O amor é bom, é gostoso, faz bem, mas se você amar quem você merece amar, e não quem você quer amar. Nem tudo que é bonito e cheiroso, é uma flor, e olha que a mais bela das flores pode te ferir com espinhos. Enquanto humanos, sentimos, e sentimos muito mais quando amamos, pois toda gota d'água confusa, pode virar um mar em crise epilética. Sabe porquê dói quando acaba? Por que demos amor à um chocolate com jujuba. Nós é que ficamos com as cobras e as portas trancadas, e ainda estamos lá, no quarto escuro. Falando assim, parece que o amor é o pior e mais ilusório dos sentimentos, mas ele não é. O falso amor é que é ilusório, é superficial, é que tem cheiro de chocolate com jujuba só para te atrair e te deixar preso em uma prisão sem muros. O amor não, o amor se encaixa e aí sim vem a fantasia de amor para amor; as cobras dançam e se entrelaçam e formam aquela escultura excêntrica, as portas se abrem, a luz entra... Mas até isso acontecer, prepara o remédio pra dor de barriga que ainda tem muito doce pra comer, e não adianta, antes disso, vamos sempre lidar com as cobras sozinhos.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Uma promessa futura.

Há quem diga que não sou um homem para se fazer planos. Há quem diga que já fui esse homem e que posso voltar a ser. Há quem me veja como sou hoje, que veja só o que mostro, mas só quem me tem, vê quem sou, percebe até o que meus olhos embaçam. Há quem reclame da minha forma voraz de amar, das marcas que o desejo deixa no corpo, mas há quem se adapte à isso, há quem use um lenço no pescoço por dois ou três dias e veja que aquilo ali, é a expressão do meu desejo. Há quem se aproveite da minha embriaguez e há quem se aproveite de mim e me embriague de paixão. Há quem conte os minutos pra me ver, e há quem conte as horas pra eu vá embora, pra ter tempo de sentir saudade. Há quem se cale diante do que eu digo, e há quem me faça calar. Há quem me deixe confortável, mas há quem me faça sorrir, chorar, ter picos de prazer e de ódio ao mesmo tempo. Longe de mim estar confuso agora. São apenas conclusões. Foi a forma mais prática, porém ridícula, de enxergar o quanto errei em dar vez aos meus instintos. Quem vos fala é um homem para se fazer planos, que hoje dorme, mas acordará, eu sei que acordará, buscando de volta todo o tempo que perdeu. Fará da sua "mulher para se fazer planos" o mais concretizado dos sonhos, e ainda que ela durma, acordarão juntos, para que não haja desacordo entre suas preferências, e encontrem o que procuram.

Falsos atalhos

Se algo segue uma linha reta, o que o faz desviar a trajetória? Isso é física? Isso é safadeza? Isso é curiosidade? Um fato é um fato, assim como dois e dois são quatro. Caso escolhas que seja cinco, deixe a soma lógica de lado. Eu sou um fator de uma soma lógica, e quero somar para obter um resultado par. Não quero futuramente obter resultados ímpares. É inevitável o repúdio temporário, é inevitável que o toque seja limitado. Colha a sua queda dos trilhos. Corra mais, pois passei à sua frente, quando tentou desviar o caminho.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Ainda há


Se quiser eu posso te contar sobre o meu dia. Te falar que me atrasei logo de manhã, que meu café foi quase uma corrida contra o tempo. Posso te contar que eu quis te ligar, mas o receio me impedia, e eu já sabia, que não demoraria muito e você me ligaria. Ainda posso te contar tantas coisas. Ainda tenho tanta vontade de te ensinar as coisas que aprendo todos os dias...

Se você preferir eu posso não falar nada, e me dedico à ouvir o som da sua respiração. Posso só deitar no teu colo e contar os teus poros, posso só te ceder meu cabelo pra você bagunçar. Eu ainda posso tantas coisas... ainda há tantos detalhes nos nossos corpos à serem observados...

Mas eu também posso me exceder, posso tudo ao mesmo tempo, conversar, gritar, contar teus poros. Posso te fazer rir como de costume, posso te tirar do sério, que não é novidade, posso te chamar pra sair que seria uma surpresa. Ainda há tanto o que admirar... ainda há tanto com que surpreender...

Não espere que eu defina, dê nomes e consiga explicar. Não espere que eu tenha um motivo pra te procurar e te prender a mim. Basta você saber que ainda há.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Erros úteis


Só compreenderá a atração entre corpos inimigos, aquele que conseguir deixar de lado tal magnetismo, e deixar de usufruir para confundir-se em cálculos intermináveis. Só provará para si que sabe da vida, aquele que se permite errar - forma mais inteligente e prática de se aprender. Onde estará a sapiência se não difusa na luz depois das noite errônias? Infeliz daquele que segue o meio-fio. Infeliz daquele que não tropeça. Este, terminará sua jornada com os dedos intactos, e jamais poderá contar à alguém a origem de cada cicatriz. Declinar a cabeça e não ver marcas e feridas nos pés, é não ter lembrança de nada. Este procurará uma pedra para chutar, e perderá os pés, tão poupados pés. Levará consigo a ânsia de errar quando não mais poder, e verá que seguiu todas as regras, quando o divertido é quebrar.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

As cores do dia seguinte


Todos os dias amanhecem com uma missão. Alguns brilham pra te fazer sorrir, outros pra te fazer chorar, outros pra te deixar indiferente, quando você não está feliz nem triste, ou tem vontade de rir e chorar ao mesmo tempo. Alguns dias amanhecem pra te trazer pessoas, outros dias parecem verdadeiras madrugadas frias e escuras, quando vêem pra levar alguém. Tem dias que nem amanhecem, e pro nosso próprio bem, se mantém escuro e cura a ressaca da noite passada. Haverá dias que te farão pensar mais no que fazer no próprio dia, para que nenhuma hora passe em vão. Um vai te trazer conquistas, outro vai te trazer derrotas e guerras perdidas. Um dia vai estar tudo azul, no outro você pode estar no vermelho, e sempre tem dias que a coisa ta preta. E é justamente por causa dessa gama de situações coloridas, cada uma na sua nuance, que saltam aos olhos a vontade de ver a noite chegar, para amanhecer logo um outro dia e saber qual a cor da vez. É com toda a beleza da vontade de melhorar que os dias amanhecem, e as noites, servem para descansar os olhos, pois as cores do dia seguinte serão sempre bem mais fortes, vistosas e brilhantes.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Prazeroso suicídio


Eu deveria morrer de ódio, por saber que de nada adiantou passar tanto tempo longe. Eu deveria me auto-mutilar, como se fosse um princípio moral, honrar as minhas decisões. Eu fui fraco, e cedi. Era pra eu ser enclausurado, adotar um regime militar, ser exilado e ter as unhas arrancadas, por ir contra a minha conduta, por ter feito de palhaço meu ego. Eu tinha que ficar ajoelhado num chão em brasa, de cara pra parede, sempre esperando a próxima chicotada, pra eu nunca esquecer o mal que esse vício me fez. Nada disso, nenhum destes castigos seria maior que ter as mãos arrancadas e nunca mais poder te tocar. Ter a boca costurada e nunca mais poder te beijar. Ter os olhos furados e nunca mais mergulhar nos teus. É como se eu gostasse de morrer. Como se cada beijo fosse um suicídio, e depois, a sensação de vida eterna. É por isso que eu provo esse inferno, por que ele me dá meia hora de céu.

domingo, 16 de outubro de 2011

Saudade

Saudade é o que engole as palavras, que deixa os olhares perdidos e permite que a distração predomine. É o que te faz escrever, fazer uma música, esquecer de comer. Saudade te confunde quando bate de frente com o que foi decidido. Ela te faz querer voltar. Saudade de faz enfraquecer. Saudade pode te fortalecer, sentir vivo, querer mais. A saudade nunca vai te matar, é infame dizer "morto de saudade". Ela vai te dar a vida, vai te falar a verdade. Vai te mostrar que quem sabe é o corpo e o coração, e que a cabeça não sabe nem metade quando insiste em soltar palavras em vão.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Descompromisso poético.


Pode usar, pode abusar, pode ir mas sem esquecer de voltar. É sorrir, planejar no escuro, é viver sem nunca, nunca, nunca prometer. Me chama, me manda embora, me mantém por perto e perde a hora, mas não me ignora, nem desfaz de mim sem antes me avisar. Diz que não quer correr, me avisa que vai devagar, e eu me torno lento se eu acelerar. Eu não quero esperar, eu não posso cobrar, mas não sei "não me mostrar". Não é descompensado nem é desmedido. É espontâneo, calmo e ponderado, e acende uma libido de força maior e sem perceber damos um nó, cego por não querer ver. Mas eu vou além e sem recuar, sem pensar no que possa acontecer. Sentir é consequência do que poderá fazer, se algo além do corpo se manifestar. E deixa ele falar, deixa ele gritar, ele não sabe se conter, nós não podemos fazer calar. Caso ele queira incomodar, independente do que ele tenha a dizer, tornarei ineficaz o seu argumento, atropelando-o sem dó. Sem fazê-lo calar, desmancharei o nosso nó e continuaremos ainda mais soltos. Eu por mim, você por você, nós por todos e um pelo outro.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Por tudo que foi bom.

Por todas as vezes que pudemos sorrir juntos, sem dar mais tanta importância aos dias em que odiei você. Por todas as poucas vezes em que fui uma prioridade e por todas as inúmeras vezes que usei da minha empatia pra saber o que se passava aí, Tentativas fálhas, mas ainda assim, tentativas. Por todas as vezes que não me chamou pelo nome, por todas as vezes que os meus quizeram ser os seus. Por todas as vezes que esquecemos onde estávamos e deixamos que o tezão gritasse mais alto. Por todos os presentes, por todas as vezes que dissemos "eu te amo". Por todas as vezes que dissemos "Estou com ódio de você". Por todas as promessas que fizemos, por todas as tentativas falhas e vitoriosas. Por todas as lágrimas que me diziam alguma coisa e também por aquelas que não me diziam nada. Por tudo que foi bom, por tudo que aprendemos, por tudo que ainda somos e podemos ser. Por tudo isso, não volta... se eu não te chamar.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

E se...

Se eu recuar, não foi por medo, não foi uma defesa. Foi pra te fazer dar um passo em minha direção. Se eu disser "não", não quer dizer que eu não queira mais. É só pra ouvir você dizer que "sim", como quando você me questiona. Se eu não te ligar, como já fiz, e os seus comentários chegaram aos meus ouvidos, não é por não querer falar com você. É pra ver se meu telefone toca. E se eu não atender, é só pra você insistir em mim. Se eu não te tocar, é por quê minhas mãos ainda não são dignas. Se eu te deixar "semi-vestida", não é por não querer ver o resto. É pra que você me mostre. Se eu for com muita calma, é pra que você tome uma providência, e me faça acordar, e me faça acelerar. E mesmo quando eu não mais te beijar, é pra ver se voltamos ao começo, pra que nossos beijos sejam sempre com o primeiro, quando não pensamos no que haveria depois, quando não pensamos em quem estávamos deixando pra tráz.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Um dia, quem sabe, talvez, com certeza.

Não toca no assunto, deixa tudo como está. Faz dos problemas um assunto esquecido e nos deixa sossegar no beijo, e após, não me peça pra viver um pouco mais. Um dia de cada vez, deixa acontecer, deixa ser natural. É a minha vez de não pensar nas conseqüências do que fomos ontem. As situações sempre mudam, nossos papéis sempre se invertem fazendo com que eu veja sempre seu lado e você o meu, mesmo que seja tardio, quando o mundo já desabou sobre nossas cabeças por causa da minha falta de empatia. Não seja diferente, dessa vez seja quem eu nunca gostei que fosse. Hoje eu não preciso ser considerado, preciso é ser usado e abusado por você, preciso ser mastigado e jogado fora, mas ainda manter meu sabor misturado a sua saliva, o meu cheiro na tua roupa e se eu ainda de causar tremores, ainda melhor. Eu vou estar aqui mais tarde quando a saudade chegar, e vou embora quando ela não mais existir, mas eu ainda existirei em você, da mesma forma que ainda estará em mim. Estaremos presentemente ausentes, ausentemente presentes. Vamos fazer disso tudo um grande jogo de vontades e de curtas horas,vamos poupar nosso tempo, ao menos por enquanto, para que o nosso tempo não acabe logo. Seremos um ciclo vicioso, de rotação de translação, nosso próprio sistema solar, onde nós dois giramos por nós mesmos, rodando em torno do que nos der vontade. A displicência não é crime, e mesmo que seja logo isso vai passar e estarei inteiramente entregue de novo, conseqüentemente inocentado. Mas enquanto isso, não vou forçar para não quebrar, por que a obra ainda está inacabada.

"Como uma nuvem que se vai
te vejo mas sei que aqui você não está,
tua forma muda como o vento
que me faz imaginar.
Quem sabe se desenhará
num céu adentro refletido em meu olhar,
variações atmosféricas que irão te iluminar.
Um dia se condensará e como chuva cairá,
então não vou me proteger mais.
Enquanto isso eu estarei voando
pelos céus que me revelarão
lugares que nunca pensei que chegaria a conhecer.
Assim me deixarei levar pelas correntes
que me façam navegar e muitas nuvens passarão,
mas sei que vou te reencontrar.
Um dia se condensará e como chuva cairá,
então não vou me proteger mais.
Me basta só te ver passar,
flutuando de algum lugar."

Paulinho Moska

terça-feira, 24 de maio de 2011

Ambicioso SIM!


Não chega a ser frustrante, não me tira o sono e nem dá a idéia de desistência. Mas me faz pensar inúmeras vezes, sobre o que estou fazendo e o que estão fazendo comigo, com o meu talento que está sendo jogado fora. Assim me fazem olhar para o lado, me fazem desdenhar o que tenho e no fim o meu suor chega a ser risório, e isso é que me frustra.
Não sei muito bem onde estou e nem o que estou fazendo, mas sei muito bem aonde quero chegar e como ir até lá. “Meu caminho é de pedra”, eu sei, mas eu não preciso que existam buracos no decorrer do mesmo. Tenho que passar por cima de muita gente, preciso estar no topo, mas como se faz isso, se meu “presente” não me permite sair do lugar? É uma base que não me dá apoio, não me sustenta ou ao menos me assegura de que um dia meu objetivo vai ser alcançado.
Indiscutivelmente existe um excesso de gratidão dentro de mim, mas um déficit de confiança. Não que eu esteja preso à isso, pelo menos não pela gratidão, não pela responsabilidade de cumprir o que me proponho à fazer, mas por prazer, por admiração e deslumbramento. Também não estou abandonando o barco na hora de um naufrágio, eu só estou pensando mais em mim – coisa que tenho feito bastante – para que no final de tudo eu não me sinta esquecido por mim mesmo.
Como já disse, preciso passar por cima de muita gente, mas, quero escolher em quem pisar, e não quero pisar em quem tenho agora, muito pelo contrário, quero ajudá-lo a levantar para que a nossa ascensão seja em conjunto. Não é um pedido, não é uma ordem ou um apelo, é quase uma missão. Está em mim parte da responsabilidade de tornar tudo mais favorável para ambas as partes, mas sozinho eu não consigo. Não existe maleabilidade para isso, não é tão fácil como poderia ser e nem tão pouco impossível.
Ainda existe em mim algo que cheira à esperança, de que possa ser diferente se eu me mostrar diferente. O que não existe, nem de forma remota, é a chance de eu me deixar diminuir por quem não quer crescer. Por que eu quero.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Razão ou emoção?


Sabe quantas vezes eu comecei este parágrafo? Nem eu. Sabe quanto tempo demorou para terminá-lo? Também não faço a menor idéia. Não sei por quê ainda me travo pra falar sempre mais do mesmo. Engraçado é que sempre tento escrever no silêncio, mas hoje mesmo em meio à tanto barulho minha mente insiste em jogar tudo pra fora, coisas que eu não permito que existam além das palavras escritas, mas eu deveria permitir. Eu deveria me permitir tentar e errar de novo, começar de novo do zero. Preciso estar sempre aberto à novas esperiências velhas, dar continuidade ao que nunca terminou. Preciso estar alinhado, pensar em não pensar, mas só em pensar eu já estou pensando. Confuso. Mas o confuso me instiga à procurar o ponto inicial para arrumar as idéias.É que essa minha cabeça me faz perder a cabeça. Confuso de novo. Sempre me coloquei numa posição de pensamento em que a razão deve vir antes da emoção, e quem quem sente não pensa e quem pensa não sente, mas eu não sei mais até que ponto essa ideologia me coloca à frente de algo. Talvez me leve até pra tráz e eu ainda não percebi. É bem mais egoísta pensar assim, mas dói bem menos, por que quando eu sinto, dói em mim, e quando eu penso dói nos outros. E assim eu vou fazendo de conta que não vejo a dor de quem me ama, não amando mais, ou pensando em não amar. E a dor de quem me ama me dói. Logo, é nessa hora que pensar demais dói também. E amar demais alivia a dor causada pela dor do outro. Eu sei que as minhas palavras não são as mais claras, pra entender é preciso ler muitas vezes, e é bem isso que acontece comigo, pra eu me entender, eu preciso olhar pra mim pelo lado de fora e de vários ângulos. E lembra aquele parágrafo que demorou pra ser escrito? Foi não pensar, foi só sentir.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Difícil é não querer olhar pra tráz.

Pior que chorar pelo leite derramado, é não chorar pelo mesmo. É como rezar para que a noite chegue, e quando as sombras vão ficando cumpridas, perceber que o dia nos mostra bem mais. Ainda mais triste e violento, é não sentir tão forte a dor da punhalada. É quando me dou conta de que adormeci, que estou quase isento de qualquer tipo de golpe. E eu que pensei não saber nada de mim, estava certo. Me surpreendo com o tamanho dos meus passos, rezando para que não pesem as pernas e eu tenha que parar no meio do caminho. Uma estrada triste, escura e cheia de placas que induzem a meia volta. Que me faz tentar olhar pra tráz, que me faz querer o que está à minha frente. Que me mostra que a vida nos dá e nos tira algo bom ao mesmo tempo, e nos deixa confusos, sem saber se pegamos algo de volta, ou se abraçamos a novidade.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Paradoxo.


Acordar e pensar que ainda está no mesmo sono, ou que começou mais um de tantos durante a noite. Ver que tudo que era já não é mais, que o que não era agora pode ser, e quem queria ser, não quer que seja. Procurar, encontrar e ao mesmo tempo não encontrar. Chamar, ser ouvido mas não obter resposta. Olhar pra tráz e cruzar os olhares. Desconectar-se e deixar um pé no teu mundo, pra não te perder de vista. Apostar uma ficha amarrada num cordão. Fechar os olhos, um no peixe e outro no gato, os dois no peixe ou mesmo os dois no gato, e nenhum no peixe, nenhum no gato. Ver o lado bom do crime, sentir o lado ruin do perdão. Eu tenho ou não? Eu já posso ou ainda não? E você, está podendo? Será que eu beijo? Será que eu cuspo? Será que eu disfarço ou espero a poeira baixar? Amar e não querer, querer e dizer que não quer. É precisar e não ser o melhor pra mim. É ser necessário e não te fazer bem. Pra nós tem que ser agora, mas pra nós, não estamos no nosso tempo. Chega de tentar entender, chega de não querer entender. Tomemos uma atitude, um pulso firme, deixemos de lado, solto, ao relento. Ou se preferirmos, deixemos que o tempo tome as rédias. Esteja comigo sem estar, e eu estarei contigo longe de ti.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Mestre coração.

Agora eu sei o que há de mais difícil em amar, sei onde estão as perguntas que todos se fazem, onde estão as falhas. Sei responder pra mim mesmo o que eu pergunto pros meus amigos que não vêem saída, já que agora eu também não tenho. Vejo que eu caminhei tanto, que eu aprendi tanto mas na verdade eu ainda não sei de nada e nunca vou saber. Pois de que adianta tanta autivez, tanta arrogância e prepotência se agora eu não tenho pra onde ir, onde a humildade chega a ser confundida com humilhação. Eu não sei bem, parece que tudo se une na minha cabeça e não conseguem se interligar, mas ao mesmo tempo elas se entrelaçam e dão um nó cego. Não sei mais onde está a parte boa de ter alguém por que tudo se perdeu, tudo está a um paço de virar "nada",e mesmo eu sabendo que tudo o que se viveu resultou nisso, absolutamente uma dúvida, eu ainda quero duvidar. Realmente chego a duvidar da capacidade do ser humando de pensar, de reagir perante situações onde o coração é quem está no comando. É nessa hora que começo a pensar que Deus não criou o homem, talvez Deus tenha criado o coração e o homem não passa de uma caixa, uma máquina orgânica que leva o coração onde ele bem quer. O coração manda, o corpo faz. O coração grita, o cérebro que se ilude na insistência de comandar, tenta silenciar o coração, mas é inútil, não há quem silencie essa voz. Depois de toda uma avaliação sobre o poder do coração e a inutilidade do cérebro, onde cheguei? Ou melhor, onde chegou o meu coração? Ele está bem aqui dentro de mim, tentando fazer meu corpo sentir sintomas de saudade e ele bem consegue. E eu, esta caixa orgânica, escrevendo o que meu coração tenta dizer e a mensagem parece bem clara. Meu coração ama, sem saber por que e nem onde vai chegar, ou melhor, ele sabe onde chegar, mas ainda não me disse. E enquanto isso fico aqui, esperando que meu coração comande meu corpo à encontrar o dela, e ela esperando que seu coração comande-a à procurar meu corpo. O coração só não sabe quando não pode ir, pois sua autosuficiência deixa de lado o poder do cérebro.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Aqui se faz, aqui se paga

Lamento a forma difícil como a vida te fez repensar os erros. Ter que passar pelas situações contrárias, reviver exatamente o que me fizeste passar, mas é assim que aprende quem não "precisa" escutar ninguém, esse é o mal da autosuficiência. Meu lamento é genuíno, me entristece ser vítima duas vezes dos teus erros, mas me ponho à disposição para esperar que tu aprendas a ver o quanto alguém move céus e terras por você. Um dia vai perceber, ainda que tarde demais, que o amor não espera mas quem o carrega sim. Mas pense que se eu ficar e o amor se for na sua constante pressa, todo o teu esforço terá sido em vão, pois de nada sirvo se não tenho o que me sustenta contigo.

p.s.: Tenho pressa.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Um novo começo.

"Mil desculpas eu peço por não saber dizer adeus direito. Bem que tentamos, fizemos planos mas nossos ideais não são mais os mesmos."

Artista desconhecido

Tantas vezes em pouco tempo batemos de frente, discutimos, brigamos, quando deveria ter te deixado falando sozinha, quando você deveria não ter me dado ouvidos. Hoje estou me tornando você ontem e não estou feliz por isso, e só agora reconheço. Hoje, você é o que eu esperava que fosse, justamente quando eu não preciso mais, quando talvez eu nem me importe mais, pois seus erros passados ainda pesam nas minhas costas. Sei que o dom do esquecimento é o melhor deles e que o tempo cura toda dor, mas não tenho esse dom e o tempo as vezes parece não passar pra mim.

"Pois é apenas um novo começo".
Artista desconhecido

É apenas um novo começo, uma nova chance de voltar ao que fomos um dia, entrar num comum acordo, para nos poupar de tantas mágoas, dos telefonemas agressivos, para não cairmos no buraco que cavamos entre nós, que deixou um abismo enorme. Mas não existe abismo que não caiba uma ponte, não existe palavra dura que o amor não amoleça.

"Esqueça a dor e leve o beijo, e o gosto da nossa história."
Artista desconhecido

Esqueça a dor e leve o nosso beijo, sinta sempre o sabor da nossa história, esse sabor hora amargo, hora doce, hora apimentado e as vezes até sem sabor, mas nunca, nenhuma língua poderá dizer que não provou nosso amor, pois não há no mundo quem possa dizer que nosso amor não existe, que não exala prazer, cumplicidade e verdade.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Flexibilidade excessiva.

Sempre começo assim, com os dedos travados, sem saber onde fica o começo da minha história, apesar de saber bem o que quero dizer. Hoje só precisava dizer que aprendo a sorrir de um jeito diferente todos os meses, que apesar da minha aparência rígida, mudar faz parte da minha rotina. Não posso te dar um descritivo de alguém que atualiza os conceitos com tanta frequência. Não tenho uma opinião formada sobre nada? Não! Prefiro não formar se sei que vou deformá-la. Volto atráz, pregunto de novo, respondo sempre, e talvez sempre respostas diferentes para as mesmas perguntas. Mas me diga se assim não é mais divertido? Eu sei o que se passa na minha cabeça, você não. Então não pense que sou mutável assim, apesar de eu ser, pois amanhã posso não ser mais. Aproveite minha flexibilidade.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Desculpa se não sei jogar.

Perco as horas me repetindo perguntas, revivendo situações. Assitindo todos os dias as mesmas cenas. Ainda que fosse algo agradável, mas não. Ainda que fosse um tiro no pé, um paradoxo. Sempre tive em mim excessivas certezas, coisa que ninguém deveria ter, pelo menos quem não sabe jogar com pessoas, quem não sabe manipular. Apenas vivo, permito que tudo aconteça aleatoriamente, sem pensar no troco do que eu paguei pra ver. Prefiro acreditar, prefiro fazer sorrir mesmo que só me façam chorar, pelo visto que não há nada mais bonito que um sorriso. Por que complicar o que há de mais simples, o amor. Por que querer estar sempre por cima, quando na verdade amar é ser igual? "Tem gente que machuca os outros, tem gente que não sabe amar". E o que é saber amar meu caro Renato? É só...amar.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Tão frágil, tão forte.


É tão inerte...mórbido.
É tão sem cor, sem vida, sem fôlego.
As cores estão escondidas, ou meus óculos retém saturação?

É tão sem voz, sem graça, nada sublime.
Esse preto e branco sem razão,
Uma capa colorida que esconde a pele cinzenta.

Sonolento, impaciente...
É meio fosco e sem brilho sem estrelas.
Não faz barulho, não balança o sino, não provoca uma canção.

Existe em forma de letras, em forma de poesia,
Mas sem o vigor e a dinâmica do teatral.

Hoje é o que tem, amanhã talvez não tenha mais,
Um prego equilibrista à 20 mil pés
Num fio frágil.

Se vê na importância de apenas existir,
Seja forte ou seja fraco, ainda existe e existirá.
Ele não vai desistir ainda cansado de nadar.

É o fio mais forte que o prego encontra
Para se equilibrar e não cair.
Faz do risco de morte uma maneira de não entediar
e nunca deixar de existir.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Alguém que não lê meu caderno.

Não sei por que insisto tanto em escrever assim, dessa forma direcionada num caderno que você nunca vai lê, mas se eu não transformo meu coração em palavras, se eu não faço dele um verso ou dois, jogo fora meu caderno, e com ele a esperança de que um dia você ao menos folheie estas páginas. Assim eu prossigo, falando mais uma vez que estou caminhando rumo ao nada, onde algo muito maior me espera, onde vou me surpreender mais uma vez ou não, onde tudo grita, onde tudo brilha mais pra mim e nem sempre isso é bom. Mas preciso ver, preciso ouvir. O sentido das minhas frases sempre tão batidos, escrevo sempre mais do mesmo, mas se escrevo em função de quem não lê meu caderno, quem não lê meu caderno poderia mudar o rumo das coisas, pra que eu mude o rumo da minha prosa. Não é fácil ver as coisas do meu jeito, pros outros, afinal, o meu jeito é singular demais pra que alguém concorde com a minha forma de pensar. Infelizmente a maioria das pessoas pensam como pensa quem não lê meu caderno e não posso criticar por isso, cada cabeça uma sentença, a beleza está nos olhos de quem vê, enfim, ainda deve haver muitos outros ditos como estes que enfatizam as diferenças intelectuais. Mas tudo bem, tudo normal demais, volto ao meu caderno e deixo aqui as palavras de quem ilusoriamente pensa que as pessoas sejam capazes de mudar, mas não mudam. Posso pagar pela minha língua, mas, ainda não vi a diferença que tanto espero, e se um dia ver, quem me dera se eu dia eu ver, faço desse texto um jogo de sete erros, num comparativo meio que corrigindo minhas próprias palavras, eu mesmo me desmintindo e não vou negar, ainda espero que isso aconteça.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

O que nos falta?

Um dia nós fomos o que hoje não somos mais. Amor ainda existe demais, transborda do que não é suficiente. Mas o que falta? O que há em nós ou o que não há? Beijos sem calor, toques que não passam de um bom e velho hábito. Sem parar pra pensar duas ou três vezes, és o meu melhor, a minha melhor parte, és a minha hora preferida ou pelo menos deveria ser, deveria estar sendo. Nesse nosso relógio os ponteiros marcam a hora errada, mas é essa a hora que quero ter e é recíproco eu sei. Por que não diz que não te basto mais? Por que não diz que já não sente amor? As coisas são mais fáceis quando existe apensas a praticidade do físico, quando coração entra, entra pra dar um nó cego. Por que você não desiste logo, e eu por que não desisto também? Por que não te deixo pra tráz, e por que não faço de você dispensável? Ainda que eu queira, por mais que eu tente...Sustenta meu vício, me estraga, me deixa em pedaços. Faz uma lavagem, conta meus dias, diz que meu fim está próximo. Acaba com meus planos, desfaz de mim...só não deixa de buscar sempre o que falta, só não deixa nunca de me amar assim tão maudoso.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Mais e mais.


Ela segue em constante inconstância, fazendo de seus dias um grande filme sem final.
Ele vive em foco, sabe onde está indo e o que pode encontrar.
Ele tenta trazê-la pro seu modo, ela o magoa mais e mais.
E dessa forma ele se desprende, assim ele vai olhando pro lado e vendo filmes que tem começo meio e fim.
Assim ela vai perdendo, ainda insconstante tentando mudar sem conseguir, e ainda achando que moveu montanhas, quando ele, espera mais e mais.
E na espera, o relógio não para e os separa.

domingo, 29 de agosto de 2010

O tempo é que me fez.

Uma mudança assim tão derrepende, assim de um jeito tão não convencional, quando se diz que o tempo transforma mas demora. Um sujeito hoje, assim tão desigual ao que já foi, vítima da velocidade com que as coisas explodem, refém da nacessidade de uma nova ideologia. E este, que se mantém em foco, que não distorce o olhar, sob a retina das circunstâncias, não trilhou onde está hoje, mas chegou e sem volta. Pra muitos, não há sincronia entre este corpo e a mente que lhe ocupa, não visto que, uma vez tempo passado, jamais tempo perdido, mas tempo aproveitado, mastigado e digerido.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Assimetricamente falando


Eu não posso esperar de alguém aquilo que ela não pode me dar. Eu não posso exigir, nada posso ordenar, fazer tal mudar. Não posso guiar os passos de alguém que está sempre tão bem direcionado, de quem não precisa seguir placas, que vai e vem em função de ninguém.
Mas assim não posso harmonizar, não tem como peças iguais se encaixar. Alguém tem que ceder, alguém precisa mudar. Para dois abrirem uma porta, um tem que ser a chave e o outro a fechadura.
Não vamos ser uma eterna guerra, isso eu não posso, para isso me falta uma estrutura. Não penso em me armar e nem te desarmar, só preciso de uma bandeira branca, uma mensagem de paz, que de mim já foi sem retorno. Já não há mais planos de guerra, estratégias de batalha, não há mais força para continuar em combate.
Há quem viva na ilusão de que amores devem ser simétricos, mas a assimetria torna tudo menos monótono, e nós, na tentativa de sairmos da monotonia acabamos caindo em outra sem nem perceber.
Não espere se encontrar em mim, em quem se ama. Não espere que eu te tenha como um reflexo meu, meu espelho não produz a melhor das imagens. Não quero ver em você os meus defeitos e as minhas qualidades. Preciso encontrar o que eu ainda não tenho, preciso compartilhar o que em mim sobra.

" Toda vez que toca o telefone eu penso que é você. Toda noite de insônia eu penso em te escrever; escrever uma carta definitiva que não dê alternativa pra quem lê. Te chamar de carta fora do baralho, descartar, embaralhar você e fazer você voltar ao tempo em que nada nos dividia, havia motivo pra tudo, tudo era motivo pra mais. Era perfeita simetria, éramos duas metades iguais. "

Humberto Guessinger


Mas agora esse tempo já passou e que bom! Não vivo mais na ilusão de que amores devem ser simétricos. O tempo passa, o que se sente só aumenta quando se gosta do que se sente. Com as mudanças em graus de sentimento, vêm mudanças de reações, pois um amor maior, traz uma vontade e um medo maior, traz um ciúme maior, traz maior a vontade de aprisionar quem se ama aos pés.
Me perdoe a franqueza, a minha falta de eufemismo. Me perdoe o que eu disse e o que não disse. Mas trago comigo em palavras o que trago em sentimento. De todas as formas, por todos os lados preciso me encaixar em você. Preciso caber e você precisa me comportar. Um maior e outro menor, um que entra e um que recebe, uma fonte de luz e uma escuridão, um trilho e um vagão.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Leve em consideração a minha saudade.

Finalmente, depois de uma noite calma de sono pesado, depois de todos os sonhos dos quais eu não me lembro, começa um novo dia em linha reta. Uma sensação de que todo o tempo do mundo nunca é o suficiente. Sejam 24 horas, 34 ou 48, o relógio em órbita no meu universo sempre atrasado. Depois de todos os recursos, tentativas...tentativas falhas, de tornar possível tudo o que deveria estar ao meu alcance. Deveria haver alguém que compreendesse, deveria haver alguém que me ajudasse mas não há. Deveria nesse meio tempo, mas que meio tempo? Enfim...alguém que não me culpe, alguém que não reclame tanto. Deveria haver alguém que perdoe as minhas falhas, e deveria haver alguém que, mesmo eu estando impaciente e intragável, estivesse disposto a estar do meu lado, nem que seja por estar. Mas quem vai querer? Afinal hoje não tem sorriso, não tem piada, paciência. Hoje não tem bom dia, boa tarde ou boa noite. Mas ainda tenho saudade, e isso, pode ser o menor dos dias, nunca vai faltar.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Um pouco mais além


Não existe buraco que não tenha fim;
É chegada a hora de se esborrachar no chão.
É estar em queda livre e esperar que ela acabe,
ou abrir o para-quedas, e se tiver sorte, alguém ainda te segura.
Não tem quem te ponha limites.
Não há no mundo o que te faça parar.
Vamos pensar em soluções,
porque problemas já temos demais.
Pensa no resultado, e não na dificuldade da soma.
Pensa no bolo, e não mais no ovo e na farinha.
Tenha descobrir o que tem atráz do espelho,
porque na frente, só resta o óbvio; você.

terça-feira, 20 de julho de 2010

Um descritivo de dois


Leva consigo aquele meu beijo, e guarda-o sob sete chaves. Guarda e não esquece de conferir sempre se meu abraço ainda te afaga, se ele ainda surte um efeito revigorante. Repete, sussurra pra si o que mais gostar de ouvir de mim e deixe essas palavras em sigilo absoluto. Grava no teu corpo o meu toque, faz das minhas digitais centenas de tatuagens, e assim eu não saio tão fácil da tua pele, e vou estar contigo onde estiver. Lembre sempre que meus olhos não saem da tua mira, que eu te vigio, te controlo, que o que existe entre nós é quase um cárcere privado, que te deixa acorrentada com as mãos pra tráz, sem chance de escapatória. Não se permita nunca mais se perder do alcance da minha visão, te perder de vista só vai aumentar mais a minha ânsia de te procurar. Somos um vício recíproco, eu sustento o teu, você sustenta o meu, e assim nos acabamos em nós mesmos. Um é o mal do outro, a doença mais gostosa que se pode ter, que não tem remédio, não tem cura, e não há santo ou reza que nos faça desgostar. De um todo, no geral, de um modo mais simples, apenas nos queremos um bem, somos apenas a nossa imensurável vontade de prosseguir.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Existem outros mares.


Olha e percebe o que estão fazendo as suas fraquesas; me deixando longe de te alcançar mais uma vez, e me jogando contra a parede, me forçando a ir contra os meus princípios, mas seria proposital? Quer me fazer pagar pela minha língua num maldizer de infidelidade? Mas a quem? Olha pra mim e me diz se o que eu fiz foi errado, se eu falei alguma coisa na hora errada, por que é cômico demais, quando o jogo vira e dessa eu que fiquei com todas as cartas na mão, sem ter pra quem soltar. Acabou o jogo pra mim? Tenta ao menos uma vez não se colocar no lugar de vítima que não é seu, não seja assim tão apelativa, e mais, não se arrependa das palavras usadas, águas que não voltam mais e vão embora a perder de vista, mas deixa molhado. Nesses teus 15 minutos de pensamento, nossa! Assim tão meio que repentinamente uma mudança de ponto de vista, dessa forma não se faz melhorias pois não houve o planejamento. Como poderá concertar os buracos na nossa estrada, se em tão pouco tempo, de certo, não teve tempo de rever os conceitos de ESTAR MELHOR. É na forma descabeçada de resolver as coisas que se perdem as cabeças novamente. E lá se vão descabeçados recuperar as cabeças. Vamos pensar então, como manda a sua vontade, que vai e volta. Vamos esticar os prazos e vamos nos jogar no primeiro par de belos peitos que aparecerem, mas, a minha sorte é que não é só peito que vem no Kit; vem beleza, doçura, e vem o apoio. Alguém ja me disse e hoje eu te repito, que não devemos deixar que o vento leve pra outros mares o nosso barco, devemos girar o mastro em direção ao mar que queremos estar. Se não virar logo o meu mastro, o vento vai me levar e já tem lugar pra mim em algum mar.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Obstáculo ou oportunidade?


Aqui, bem no meio da rota dos meus vinte e poucos anos, saber o que é certo e o que é errado ainda é meio difícil. Porém, é aquela fase em que não se pode dar nenhum vacilo, que todos os olhos se voltam pra você, em busca de um ponto podre, como um bando de urubús famintos de olho na primeira carcaça que aparecer. Porém, também é aquela fase de agarrar as oprtunidades, sem deixar espaço pra que elas escapem, caso contrario, te tomam os piores adjetivos, desde aqueles construtivos que no final das contas servem pra alguma coisa, até aqueles pejorativos, que no final, se você tiver um índice de superioridade, não te atingiram de forma alguma. Mas e quando as pessoas são as próprias oportunidades e outras pessoas são os próprios obstáculos? Até que ponto alguém pode se tornar dispensável, ou até que ponto alguém pode fazer parte do seu sistema de decisões? Bom mesmo, é quando alguém lê um texto desse e diz que eu estou errado, pois nós mesmos é que fazemos as oportunidades, ou que nós mesmos é que domamos a nossa voz e ninguém é capaz de influenciar ninguém numa decisão. Enfim. Essas frases feitas ridículas, que todo mundo fala e ninguém sabe o que elas querem dizer. Uma pessoa, que ao mesmo tempo é uma oportunidade, talvez não tenha vindo na hora certa, e por mais que você queira agarrar aquela oportunidade, tem sempre aquela pessoa, que é um obstáculo, que não vai embora, que você não quer que ela vá embora. Quer continuar com o obstáculo, mas também quer a oportunidade. Difícil? Difícil mesmo é quando a oportunidade e o obstáculo andam praticamente de mãos dadas e estão sempre ali; o obstáculo se apoia na oportunidade e a oportunidade considera o obstáculo. Pra complicar mais ainda, você percebe que aquele obstáculo não é exatamente um obstáculo. É quase uma solução pros seus problemas e é tudo que você quer ter, mas por ser um obstáculo, é muito difícil e quase desmotivador. Nossa, agora você já deve até ter cansado de ler isso tudo e quase pensou em desistir, e isso é um obstáculo. Mas o que quero saber é: Existe uma oportunidade que te persegue, de maneira sutil mas persegue, mas também existe um obstáculo que te puxa pra perto dele, e isso muito de agrada. Você corre pro obstáculo ou pra oportunidade?

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Em stand by


Há quem diga que se privar de algo é uma auto punição, mas prefiro dizer que estou me economizando, pois "punição" é uma palavra um tanto forte e difícil de ser encaixada em determinadas situações. Há quem diga que sou intransigente, que tenho o rei na barriga ou que na maioria das vezes eu não dou o braço a torcer, mas conscientemente, me prove que estou errado, me dê soluções, e me tornarei mais flexivel do que já sou por natureza. Há quem diga que não sinto amor, há quem diga também que tenho amor mas não sei sentir e nem quero aprender. Amor não se aprende, ninguém te ensina. Há quem pergunte se sou feliz, há quem pergunte a quantas anda meu coração, eu respondo pedindo que ele não me surpreenda e não me faça passar nenhum tipo de constrangimento, peço sempre que ele volte atráz, ele até tenta, mas minha cabeça não deixa. Então peço a ele paciência, enquando se acalma a ira da minha demência, da minha falta de nexo. Esse meu desconcerto que acaba tirando tudo do lugar, mechendo com outras pessoas, e não me deixa ir pra frente e nem pra tráz. Mas o que fazer? Há quem diga que tenho a faca e o queijo na mão, e a fome pra comer, mas estou de dieta. Mas e a vontade de comer? Auto punição de novo? Não. Auto economia, me poupando, recarregando. Acredito que o tempo venha pra juntar e separar, juntar e separar e juntar e separar novamente. O tempo vem e volta e pensa que pode fazer o que bem entender esse tempo cretino, mas o pior é que pode. Ele concerta, destrói e improvisa. Faz milagres, cria desastres e catástrofes. Faz de um tudo pra melhor, mas as vezes piora e vice versa. Espero então correndo todos os riscos, e ele que decida o que fazer de mim.

terça-feira, 27 de abril de 2010

Oração aos irmãos faladores.


Meu nome nas suas bocas não vai estar, ou pelo menos não vai permanecer. De um jeito ou de outro vão tornar a falar, mas nas suas bocas o meu nome não vai permanecer. Permaneça minhas boas atitudes, o que já fiz pra lhes ajudar. Permaneça o fato de eu não estar, de eu não dar espaço pra tais comentários, liberdade essa que lhes foi concebida não por mim, e não será por mim que lhes será tomada, e sim, pela verdade que lhes será mostrada, ou mesmo pelo tempo. Conversa morta, enterrada e cremada, sem riscos de ressurreição, reencarnação ou psicografia. Seja ela concebida e abençoada onde quer que esteja, e descanse em paz. Amém.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Carta direcionada à Jéssica Brandão


Tens um olhar encantador demais, para deixá-lo entristecer. Tens um dos mais belos sorrisos, e um dos melhores rostos que ja vi, e seria injusto usá-los para expressar a dor da solidão. Não deixe mais o seu olhar pesado, sorria mais vezes e embeleze o seu rosto novamente. Não faça nada, tenha um pouco mais de paciência e seja mais tolerante consigo mesma, e diante dos seus problemas, sorria pra eles e as soluções sorrirão pra você também, e como eu disse, seja feliz enquanto há tempo pra isso, explore a sua felicidade, saiba usá-la, aprenda à fazer as pessoas mais felizes, e se não der, pegue carona na felicidade dos outros, pois todo e qualquer sorriso é bem vindo.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Dias felizes? Eles existem...


Em tantas palavras que rodeiam minha cabeça, tantas em dicionários, tantas criadas,outras muitas nem existentes...ser feliz ainda é algo indescritível. Tantas boas sensações, tantos bons momentos, tantos pequenos momentos inesquicíveis que não voltam atráz. O que me faz feliz talvez não lhe faça o menor sentido, ou até lhe seja algo engraçado, que pra mim é algo imensurável. A minha felicidade não depende de nenhum conceito ou padrão, depende do que me der prazer, de quem me der prazer. Ser feliz é diferente no ponto de vista da igualdade, pois toda a felicidade do mundo é uma só. Hoje é o meu dia de estar feliz, é o nosso dia meu amor, Sorria comigo, ou até mesmo ria de mim, pois essa é a sua felicidade, que torna maior a minha. Sejamos felizes enquanto nos resta tempo, sejamos felizes enquanto nos resta a felicidade de estar feliz.

domingo, 11 de abril de 2010

Projeto da cozinha da Dona Marta


A Dona Marta é uma senhora de aproximadamente 50 anos, que mora em Fortaleza, no bairro Planalto Airton Senna, e tem um padrao de vida relativamente bom, estavel e trabalha no INSS e me chamou pra que fizesse um projeto pra cozinha dela. A casa da Dona Marta é bem grande, espaçosa, mas, mal dividida. A comunicaçao entre os espaço é um tanto indefinida e a cozinha da casa dela também é muito grande, e tem duas janelas enormes, e o pé direito lá é muito alto. Apesar do padrao de vida, a secretaria nao utiliza a cozinha, toda a comida da casa quem faz é a Dona Marta, que nao é uma mulher alta, como a maioria das mulheres cearenses. Entao pensamos em fazer um armario que fosse todo baixo, com algumas pratileiras aéreas mas ainda acessíveis a ela, pois ela é quem manuzeia as atividades na cozinha. O armario tem uma bancada bem extensa, onde ficaram, microondas, baby de agua mineral e outros eletrodomésticos, com quatro gavetas comuns e dois gavetoes para guardar panelas, e conta ainda com duas portas de correr tambem grandes, isso no primeiro bloco, que tambem tem uma pequena bancada em L com portas pra fora da cozinha. No outro bloco, uma bancada tambem em L e com o espaço para fogao e geladeira, com umas prateleiras entre os mesmo. Apos a geladeira, um outro bloco com portas de correr. Na foto acima, a foto do bloco maior, com bancada pra eletrodomesticos.

sábado, 10 de abril de 2010

Dias e dias e mais dias, e mais alguns dias.


É eu sei que nao sou bom de redimir minhas faltas, mas minhas faltas talvez tivessem passado despercebidas. Sei que tava longe, muito longe por aqui, meu tempo eu nao dediquei as minhas páginas e nem aos meus pensamentos, hora inteligentes e hora fúteis, mas ainda sim, eram os meus pensamentos, que eu nao deveria ter deixado pra tráz nunca. Mas foi assim e nao há como voltar atráz, mas o tempo perdido ainda me espera pra que eu o acompanhe. Tempo perdido, tempo que nao se perde, tempo que nao sabe pra onde vai e nem fazer o quê, que nao me da as oportunidades que eu quero, que nao me deixa espaço pra respirar. Esse tempo nao me dá espaco nem pra pensar nele mesmo, no tempo, no meu tempo, no tempo que tiver pra correr contra o mesmo. Um trecho confuso, de dias confusos e corridos, dias com horas a menos e tao contraditoriamente intermináveis, graças a Deus intermináveis. Talvez por gostar, talvez por comodismo, mas ainda sim, felizes dias intermináveis.

domingo, 7 de março de 2010

Nem que seja qualquer coisa...


Fala qualquer coisa, diz que eu to mais bonito hoje pra você, que meu sorriso ta diferente, ou se preferir pode dizer também que a minha roupa ta feia, que hoje o meu papo não ta muito legal, vai, fala aí, pelo menos pergunta como que ta a minha mãe, se não faz diferença, pelo menos finge que se interessa, faz com que eu faça parte do seu ciclo de pessoas interessantes.

Interage comigo, tira sarro da minha cara, me coloca um apelido engraçado. Faz uma careta pra mim, me dá um "pedala robinho", qualquer coisa, mas faz.

Fala da minha roupa, diz que a minha calça ta curta, diz que a minha camisa ta fedendo, fala que meu sapato ta sujo e que você detesta isso. Diz que meu cabelo ta aasanhado, fala que hoje eu esqueci o gel ou pelo menos repara na minha cara de fome, mas repara em alguma coisa.

Pergunta se eu sou feio de nascência, se eu sou filho de chiocadeira, alguma coisa assim. Fala que eu to gordo, com mau hálito ou sem desodorante, claro que eu não tÔ, mas fala só pra desopilar e dar uma quebrada nesse gelo.

Faz com que as pessoas rian de mim, faz com que elas me odeiem com algo que você falou ao meu respeito, fala qualquer coisa, diz o que quer que seja mas diz. Olha pra mim nem que seja por olhar, me diz ao menos...sei lá. Mas diz.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Hoje é o dia individual da saudade.

Tanta vontade de te ligar, ouvir tua voz mais uma vez, pela última vez, como ontem. Tanta saudade no meu peito, meu coração tão aperetado, uma tristeza... Escrevendo e surgindo aos poucos um sorriso de canto de boca, aquele sorriso que você tanto gostava, que achava charmoso e segundo você, deixava todas as mulheres me olhando cretinamente com um olhar guloso. Tanta lembrança do teu beijo, tanta saudade do toque das tuas mãos, uma vontade de te abraçar, uma ânsia voraz de te ver. Nada pra fazer a não ser pensar na possibilidade de te ter de volta, na minha vida, a tua boca na minha, o teu corpo no meu, pra ver se muda o meu jeito brega de escrever. Pra ver se muda a maneira comum que eu tenho usado pra encaixar as palavras. Pra ver se o meu tempo passa um pouco mais rápido, pra ver se o meu dia fica mais prazeroso. Ja tentei buscar você onde obviamente você não existia, tentei te substituir, fiz de tudo pra conseguir me concentrar em um outro corpo, em uma outra boca e acabei fazendo o que todos os homens fazem, acabei dando pontos às rotulações ao fato de ser HOMEM. Mas não é nisso que eu to mirando agora, é na minha saudade, no meu orgulho, é no meu coração, que parece tão pequeno, na grandiosidade do meu cérebro, que enganosamente, acha que sabe mais que o coração.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Avenida, bolsa, curva, cachorro e cadeira lilás de plástico?

Era escuro, madrugada talvez, não havia nada de concreto ao meu redor, apenas uma avenida vazia de mão dupla, na curva. Aparentemente cercada de nada, pelo menos nada que a urbanizasse. Frio, um ar de mistério e eu sem saber o que havia antes e depois da curva. Não me restava mais nada a não ser andar na intensão de saber o que havia depois da curva. Havia uma bolsa no chão, minha talvez, não lembro, mas eu seguia sem apanhar a bolsa e não conseguia voltar, não conseguia dar meia volta, não conseguia andar pra tráz pra pegar a minha bolsa com as minhas coisas, não conseguia nem olhar pra tráz, mas eu sabia que tinha deixado a minha bolsa lá. Também havia um cachorro, meio estranho...ele fazia coisas que um cachorro normal não faria. No meio daquele nada ele conseguiu uma cadeira, uma corda, amarrou a corda em algum lugar acima dele, mas acima dele não havia nada, subiu na cadeira, deitou de maneira esquisita da qual eu nunca tinha visto um cachorro deixar, e lá ficou, deitado naquela cadeira lilás de plástico, no meio da madrugada, numa avenida vazia de mão dupla, na curva. Agora acordado, ainda não sei o que havia depois daquela curva pois ela nunca acabava, e não sei se quero saber.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Só hoje...


Hoje eu não to fazendo parte do mundo, não to me adaptando na sociedade nem com as pessoas que não se adaptam como eu. Hoje eu não deveria ter levando, seria melhor pra mim, melhor pras pessoas que me cercam, enfim...Hoje eu não to querendo festa, não to falando de ninguém e hoje meus julgamentos absurdos tiraram folga. Hoje as minhas palavras estão menos expresivas, simplesmente elas não conseguem dizer nada pra ninguém. Hoje ninguém me disse "bom dia", ninguém perguntou como eu estou e espero que não perguntem. Hoje ninguém tocou no assunto e eu, talvez espere que alguém toque, que alguém insista pra que eu possa desamarrar as minhas palavras. Hoje a minha gasrganta ta pequena, meus olhos estão encharcados, meu nariz ta escorrendo. Hoje eu não chorei, eu não sorri, ainda não briguei com ninguém. Hoje ela não está aqui e nem eles, e amanhã ela não vai estar aqui e provavelmente eles também não. Hoje o meu barco afundou, a minha mula empacou, me olhei no espelho e me senti feio, me toquei e me senti pior como pessoa, meu sexo ta medíocre, meu samba ta passional, meus versos estão mudos. Minha música encomoda, meu hálito ta horrível, a minha barba da daquele tamanho. Meu cabelo ta assanhado a minha cara ta péssimo e mais tarde, o que mais vai se deteriorar em mim? Hoje eu perdi a minha autivez, a minha beleza ta lá em baixo e a minha autoestima eu esqueci por aí em algum lugar. Hoje eu não to imponente como de costume, não to pra cima e nem to me escondendo atráz de um sorriso e de uma cara confiante. Hoje eu não vou seduzir ningúém, não vou fazer ninguém me querer e não vou querer ninguém. Hoje eu não vou me arrumar como de costume, não vou me mostrar mas só por hoje...só hoje. Eu juro que é só por hoje.

sábado, 30 de janeiro de 2010

Opa, esqueci amor.

- Ítalo, onde éh que tá o teu celular?

- Tá ali no computador amor, por que?

- E por que é que não atende a droga desse celular? Tu tem idéia de quantas vezes eu te liguei hoje? Umas 20,30,40 vezes, sei lá... Saiu tarde lá de casa ontem, eu pedi pra você me ligar e você não me ligou, que merda.

- Minha filha eu ía te ligar, mas eu cheguei em casa e meu celular tava descarregado e pensei que não tivesse problema se eu não te ligasse, por isso não me precocupei em botar pra carregar.

- Tu não botou o celular pra carregar por preguiça ÍTALO LEMOS? E hoje o dia todo, por que já ta de noite e você colocou pra carregar agora por que? Por que você não ligou o celular? Já vi que a minha preocupação foi e vão.

- Meu amor deixa eu te explicar uma coisa: Eu prometi pra mim mesmo que eu não ía mais brigar por besteira. Cala a boca, deixa eu terminar de falar, odeio quando você me interrompe. Já te expliquei que tava descarregado, não me toquei de que você ía ficar preocupada e hoje eu não tava afim de falar com ninguém, algum problema nisso? Acho que não minha filha. E se eu pedir desculpas por não ter ligado e dizer que amo você acima de qualquer coisa você me dá um sorriso e melhora essa cara?

(Sorrisos)

- Vai melhorar a cara? Cuidado com as rugas meu amor...

(Mais sorrisos)

- Eu te amo.

(Milhares de sorrisos)

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Acordo entre os sexos.


Todo mundo diz que as mulheres são complicadas, confusas e que nunca sabem o que querem e as vezes elas querem tudo ao mesmo tempo. São cheias de transtornos emocionais e quando estão com raiva quebram tudo. Mas esses dias eu estava aqui pensando, tentando ser um pouco racional e acabei descobrindo que homens e mulheres são exatamente iguais e se duvidar os homens ainda conseguem ser muito pior do que as mulheres. Homem mente pra ser o maioral, mulher mente pra escapar das coias que aprontam e ainda dizem que mentir não é necessário. Pra elas não é necessário quando os homens mentem. Homens se vestem pra chamar a atenção de todo mundo e mulheres se vestem pra chamar a atenção de todo mundo e mais um pouco. Homens são de marte e mulheres também e essa coisa de dizer que homens tranzam e mulheres fazem amor é uma mentira de ambos os sexos, por que homem também ama quando tranza e mulher também goza quando faz amor, e toda mulher, que é mulher de verdade gosta mesmo é de uma boa sacanagem. "Meu amor, minha vida, você é tudo pra mim" só rola na primeira vez e olhe olhe. Os homens por sua vez quando se julgam profissionais, capazes de satisfazer qualquer mulher, se tornam tão egoístas a ponto de só se satisfazer que acabam se esquecendo do que tanto prometem, e os homens não são tão fogosos quanto aparentam ser. As mulheres é que querem o tempo inteiro, uma, duas, três vezes por noite e é sempre querendo mais. Claro que nós homens adoramos isso, mas nem sempre nós queremos e isso é fato cientificamente confirmado. O fato é que homens e mulheres são exatamente iguais, farinha do mesmo saco. Por que só homem é que não presta? Mulher também não trai? Por que só a mulher é mais sensível? Homem também não tem coração? Esses paradigmas já estão fora de moda, e é muito comum hoje, um casal rachar a conta, afinal, homem também faz compras e mulheres também ganham dinheiro.

domingo, 17 de janeiro de 2010

Quem me viu? Todos. Quem me vê? Ninguém.


É incrivel como algumas coisas permanecem iguais, imutáveis. Me surpreende a maneira como as pessoas ficam cegas diante de novos fatos, e aumentam o grau de visão pro que já passou. É fácil dizer quando erramos, mas reconhecer quando fazemos algo bom ou correto é outra história. É necessário provar pra todas as pessoas que te cercam, e que deveriam te conhecer muito bem, que você mudou, amadureceu, cresceu por fora e principalmente cresceu por dentro. Eu cresci por dentro. Atitudes que tomava antes, falhas que eu cometia antes, hoje eu não cometo mais, mas sempre as falhas de antes são possíveis falhas futuras pra essas pessoas que não percebem como eu sou agora. Não é tão difícil de entender, trocando em miúdos eu quero dizer que se você faz algo errado hoje, por menor que seja, sempre vai ser lembrado nas ocasiões mais incovenientes, mas se você faz algo bom, passa despercebido. E mesmo que você tenha mudado, que tenha aprendido com as coisas erradas que você fez, nunguém nunca vai reconhecer. Difícil entender as pessoas, pois se somos levianos, somos levianos, mas se mudamos, continuamos sendo levianos. É esse tipo de pensamento pequeno que faz com que as pessoas continuem com os defeitos sem tentar mudar. As pessoas precisam, necessitam ser reconhecidas pelo que fazem. É como se fosse um estímulo pra mudar pra melhor cada vez mais. Mas se mudamos e as pessoas não reconhecem, mudar pra que? Pela satisfação pessoal? Mudar por algo maior? A única coisa maior é o fato de ser lembrado sempre pelas suas falhas e não pelas suas vitórias.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Fui adotado por um cachorro.


Ontem aconteceu uma coisa meio esquisita, intrigante talvez, ou até mesmo questionável. A noite quando eu voltava da casa da minha namorada, já tarde, quando eu passei por uma avenida perdo da minha casa eu vi um cachorro, o cachorro me viu e também e saiu correndo na minha direçao. Fiquei até com medo, achando que ele avançaria em mim, mas não, chegou perto e depois eu não o vi mais. Quando eu cheguei em casa, meu pai perguntou que cachorro era aquele, sendo que, até então, eu não tinha percebido que o cachorro tinha me seguido até em casa, mas a pergunta é: por que aquele cachorro me seguiu? Enfim, a minha rua ainda estava movimentada, tinham uns vizinhos sentados lá fora, e uma delas deu comida e água ao cachorro, mas segundo eles, quando eu entrei em casa, o cachorro começou a latir desesperadamente olhando pro portão, latia sem parar a ponto de incomodar os vizinhos e ele só parou de latir depois que eu saí. Fiquei meio impressionado com aquilo e confesso que nunca tinha visto algo parecido. Mas eu já tenho uma cachorra e não pensava em ter outro animal, mas quando eu entrei em casa o cachorro entrou também, eu já não sabia mais o que fazer com ele, e resolvi colocá-lo pra dentro de casa. Coloquei uma vasilha de água na área, deixei ele lá e fechei a porta. Depois que eu fechei a porta fiquei com pena e fiquei até com medo dele sair, então abri, coloquei ele no quintal pois era mais seguro. Da janela de um dos quartos da casa, eu fui olhar pra ver como ele tava, pois parecia cansado, com umas feridas como se tivesse apanhado. Pode parecer meio estranho, paranóia, coisa de gente louca, mas ele me olhava de um jeito tão esquisito; era um olhar meio triste, como se quisesse me falar ou me pedir alguma coisa, sei lá. Só sei que as vezes me sinto mal e com um certo medo quando to olhando pra ele. Mas deixei ele no quintal e quando acordei, fui levá-lo ao Pet Shop pra dar um banho pois o cheiro não tava dos melhores. Quando cheguei lá descobri que era uma cachorra, e a batizei de PERSEGUIDA. É eu sei que é um nome um tanto quando diferente e engraçado, mas eu tinha que colocar um nome assim pra compensar a tensão que eu sinto quando olho pra ela. Agora é esperar ela voltar, pra ver se volta com um aspecto melhor, mas já faz parte da família.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Se liga que uma hora eu canso.

Já pensou se eu fizesse as coisas do mesmo jeito que você faz? Sei que eu não sou uma pessoa fácil mas se eu fosse exatamente igual a você, já imaginou como seria? Pois agora tenta se colocar no meu lugar. Eu já tô saturado de todo mundo me dizer que eu não sei pelo que você passa, que eu não sei as coisas que você tem que suportar por minha causa. Quero ver se alguém fala das coisas que tenho que engolir. Quero ver se alguém fala quando você sai com as suas amigas, não me diz nada e eu aqui sem saber por onde você anda. Mas não, eu sempre sou o culpado, eu sou sempre o que não merece confiança, eu sou sempre o que ta errado, o que faz tudo errado, o que tem um passado que condena. Eu quero é que se foda o meu passado, eu quero é que se foda as minhas atitudes e quero que se foda todo mundo que só presta atenção no que você diz e pelo que você passa. Eu quero é que se foda todo mundo que enche a boca pra dizer que sabe de tudo do nosso relacionamento mas num sabe nem da própria vida. Eu ja to cansando e não espere que eu canse de verdade, por que se eu cansar, não vai ter mais nada que me impessa de fazer o que me der vontade.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Com sabor de fruta.

Vamos comer o mundo com sabor de fruta esmagada.
É esse o sabor que o mundo tem pra quem ainda
não aprendeu a não deixar o fruto cair.
Vamos comer as pessoas com sabor de fruta podre.
Esse é o sabor que as pessoas tem pra quem ainda
não aprendeu a ver a parte boa de cada coração.
Vamos comer a vizinha gostosa com sabor de fruta no alto do pé.
Esse é o sabor da vizinha gostosa pra quem prefere
se masturbar olhando pra ela na janela.
Vamos comer o amor com sabor de fruta amarga.
Por que esse é o sabor do amor pra quem não sabe amar.
Vamos comer o sexo com sabor de pouca fruta.
Pois esse é o sabor do sexo pra quem tranza com qualquer um.
Vamos comer o dinheiro com sabor de fruta doce.
É o sabor do dinheiro pra quem não sabe de onde ele vem.
Vamos comer maçã com sabor de fruta proibida que vende em todas as esquinas.
Vamos comer alegrias pra desentalar a tristeza.
Vamos engolir mãos que desatem os nós nas gargantas.
Que tal comer o vento pra aliviar o calor do corpo?
E o que achas de comer sal pra chorar lágrimas de açúcar?
E o que pensa sobre não comer?

domingo, 3 de janeiro de 2010

Foi o que sobrou.


Antes de escrever esse texto eu estava aqui em frente ao computador, olhando umas fotos antigas de amigos e lembrando de algumas coisas boas, e algumas coisas ruins também que aconteceram conosco e de repente me deu uma tristeza...Como se algo que eu estimasse muito estivesse se desfazendo, como uma flor num vento forte que aos poucos vai ficando despetalada. Mudou tudo, mudaram todos, e não era assim que eu planejava o futuro com as minhas amizades. Nós amadurecemos esquendo das coisas boas que passamos e que agora parecem não querer se repetir. É como se tudo tivesse passado de uma fase e entrado em outra. Uma fase egoísta, mesquinha, uma fase adulta, uma fase que derruba as máscaras que a união da nossa amizade segurava. Será que isso é uma coisa boa? A maneira insegura como eu redijo esse pensamento me mostra que não. E não há nada que eu possa fazer a não ser tentar resgatar pra mim o que resta das pessoas que me faziam sorrir. Tentar resgatar um pouco daquela convivência agradável, que hoje parece ser apenas conveniente, as vezes até suportável, aquela coisa que se compara a uma última opção. Mas isso não é culpa minha, e também não é culpa deles. É culpa do tempo pesado demais, que veio com toda a força e derrubou a confiança. É culpa até dos novos ventos, que trouxeram uma brisa agradável e escondiam uma tempestade de falsidade misturada com hipnose, fazendo com que não enxergássemos quem realmente estava na nossa frente. Desculpem o desabafo no final, mas ele foi necessário e tem "sim" uma pessoa a quem se direciona.